Papa aceita renúncia de Dom Aldo e anuncia novo Apostólico para a Arquidiocese da Paraíba

A Arquidiocese da Paraíba tem novo administrador a partir desta quarta-feira (6), segundo informou no início da manhã a Pastoral da Comunicação diocesana. Dom Aldo di Cillo Pagotto apresentou carta renúncia, que foi aceita pela Congregação para os Bispos, e o Papa Francisco nomeou Dom Genival Saraiva de França como Administrador Apostólico da Arquidiocese. 

O Decreto tem a data desta quarta-feira e foi assinado pelo Prefeito da Congregação, Marcus, Cardeal Ouellet, e pelo Secretário da mesma Congregação, Ilson de Jesus Montanari em Roma, no Palácio da Congregação para os Bispos.

Em sua carta de renúncia, Dom Aldo, que esteve à frente da Igreja Católica na região de João Pessoa por 12 anos, cita os motivos que o levaram a tomar a decisão de se afastar da Arquidiocese, mas também, resgata sua história no cargo. "Tentei doar o melhor de mim mesmo, não obstante as sérias limitações de saúde, ademais das repercussões no equilíbrio emocional, causadas pela constante necessidade de superar conflitos inevitáveis, advindos de reações ao meu modo de ser e de agir", diz. Com a renúncia, Dom Aldo passa a ser considerado Bispo Emérito da Paraíba.

Em sua primeira carta destinada aos fiéis da Arquidiocese, Dom Genival diz que deseja que "viver este tempo de vacância da Arquidiocese da Paraíba com um coração misericordioso, no espírito do Jubileu da Misericórdia".

Carta justifica saída

Na carta, Dom Aldo diz que tomou "decisões enérgicas e inadiáveis em relação à reorganização da administração, finanças e recuperação do patrimônio da Arquidiocese". "Embora tenha sido exitoso, desinstalei e desagradei muita gente, por razões facilmente presumíveis. Acolhi padres e seminaristas, no intuito de lhes oferecer novas chances na vida. Entre outros, alguns egressos, posteriormente suspeitos de cometer graves defecções, contrárias à idoneidade exigida no sagrado ministério. Cometi erros por confiar demais, numa ingênua misericórdia. Tomei posições assertivas diante de políticas públicas estruturais em vista do desenvolvimento integral de nossa gente e de nossa terra. Evitei 'ficar em cima de muro'. Foi inevitável acolher reações e interpretações diferentes, independente de minha reta intenção de não me imiscuir na esfera político-partidária, e jamais almejar algum poder de ordem temporal", relata.

Dom Aldo segue contando que "não tardaram retaliações internas e externas, ademais da instauração de um clima de desestabilização urdida por grupos de pressão, incluindo os que se denominaram 'padres anônimos', escudados no sigilo da fonte de informações, obtendo ampla cobertura num jornal. Matérias sobre a vida da Igreja da Paraíba, descritas em forma unilateral, distorcida, provocatória, foram periodicamente veiculadas, seguidas de comentários arbitrários por várias redes sociais", destaca o documento. Dom Aldo cita como exemplo desta situação um blog que divulgou o que ele chama de "carta difamatória, envolvendo o arcebispo e vários sacerdotes, arbitrariamente expostos ao escárnio público. As redes sociais encarregaram-se de espalhar comentários peregrinos e duvidosos". Segundo Dom Aldo, a presumida autora da carta responde em foro criminal.

O agora Bispo Emérito também diz em sua c arta que "por tanto tumulto, embora eu esteja sofrendo muito, permito-me afirmar que conservo a minha consciência em paz". "Sempre estarei disposto a corrigir rumos, a reorientar passos, a confirmar êxitos alcançados, contando com a graça de Deus e também com a efetiva presença de bons padres, religiosos presbíteros e de bons leigos e leigas, qualificados como forças vivas de nossa amada Igreja Particular da Paraíba", garante.

Veja no link a publicação do Boletim com a aceitação
http://press.vatican.va/content/salastampa/it/bollettino/pubblico/2016/07/06/0499/01152.pdf

Folha DE com informações do G1 PB

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